AMEAÇAS NO FAST FASHION ?

21/05/2023

Nesta semana, a Shein levantou cerca de U$ 2 bilhões em financiamentos, uma queda de um terço em relação à última rodada, com avaliação de US$ 66 bilhões, de acordo com o The Wall Street Journal.

Foto: PDVEX cenografia - Facebook
Foto: PDVEX cenografia - Facebook

O varejista digital britânico Boohoo Group informou que seus lucros caíram 50% no ano encerrado em 28 de fevereiro.

Na Asos, loja britânica de roupas e beleza, as vendas caíram 8% nos seis meses até o segundo mês do ano, enquanto seu lucro ajustado antes de juros e impostos despencou de £ 26,2 milhões para um prejuízo de £ 69,4 milhões.

Foto: boohooplc.com
Foto: boohooplc.com

Já marcas como Zara e H&M resistiram à ascensão da Shein e obtiveram crescimentos de 17,5% e 12% respectivamente. Isso se deu graças às suas vastas quantidades de lojas ao redor do mundo. Mesmo fechando diversos locais em 2022 a Inditex, grupo detentor da marca Zara, obteve aumento de 23% de venda em lojas físicas e apenas 4% em vendas online. 

A H&M observou em seus mais recentes relatórios de lucros um aumento nas vendas de suas lojas físicas no primeiro trimestre de 2023.

O mundo pós pandêmico causou um certo saudosismo com os clientes na prática de poder viver a estética da marca no mundo físico. O varejo presencial permite a construção de confiança com o consumidor, podendo apresentar uma qualidade maior do produto, permitindo assim que, mesmo inclusa na denominação de fast fashion, a Zara possa cobrar preços maiores que a Shein.

Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo
Foto: REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo

Não significa que a Shein está à mercê da falência, longe disso. Sua avaliação de US$ 66 bilhões reflete uma empresa que conquistou seu lugar no topo da categoria, um status que nem as mais antigas marcas alcançaram. Como forma de reverter a situação e honrar os seus bilhões de dólares do financiamento de capital de risco, a Shein está construindo novos centros de distribuição nos EUA, Europa e Brasil.