Exportações chinesas sofrem maior declínio desde 2020, levantando preocupações sobre a economia

09/08/2023

Queda acentuada nas exportações e importações da China em julho acentua preocupações sobre perspectivas de crescimento, com impactos da pandemia e desafios econômicos. 

Foto: STR/AFP via Getty Images // bloomberg.com
Foto: STR/AFP via Getty Images // bloomberg.com

As exportações e importações da China sofreram um declínio mais severo do que o esperado em julho, levantando preocupações sobre as perspectivas de crescimento da segunda maior economia do mundo. Dados oficiais divulgados nesta terça-feira revelaram que as exportações diminuíram 14,5% em relação ao ano anterior, a maior queda desde o início da pandemia de coronavírus em 2020. As importações também caíram 12,4%, a pior queda desde a onda de infecções em janeiro.

A desaceleração do comércio internacional é uma pressão significativa para os formuladores de políticas em Pequim, que já enfrentam um setor imobiliário estagnado e uma demanda interna enfraquecida desde a suspensão das medidas antipandemia. Enfrentando desafios em 2023, as exportações chinesas têm sido impactadas por inflação global elevada e aumento das taxas de juros, levando a quedas nos últimos três meses, refletindo na atividade manufatureira e enfraquecendo a recuperação econômica esperada.

Economistas destacam que a queda abrupta nas importações em julho indica um enfraquecimento rápido da economia doméstica, o que levanta preocupações. O governo chinês, liderado pelo presidente Xi Jinping, fixou uma meta de crescimento cautelosa de 5% para este ano, e embora não tenha implementado grandes estímulos, tomou medidas para incentivar a atividade econômica.